As mais impressionantes manobras de ultrapassagem na F1

O problema que tem tirado o sangue dos espectadores

Quando o safety car abre o circuito, os fãs de F1 esperam explosões de velocidade, mas o que realmente prende a atenção são as ultrapassagens que parecem desafiar física. Sem elas, a corrida vira um desfile monótono de pilotagem limpa. E é exatamente isso que está em falta nos últimos GP: a falta de ousadia.

Manobra 1 – O drag reduction inédito de Verstappen (2021)

Verstappen, no seu Red Bull, cortou a traseira de Hamilton com o DRS ainda aberto, gerando um “soco” aéreo que fez o carro holandês saltar como um tubarão. O piloto deu um salto de 0,4 segundos, coisa absurda para um setor onde mudanças de 0,05 são comemoradas. A velocidade de aproximação bateu 340 km/h, e ele ainda conseguia frear tudo antes da curva 3.

Manobra 2 – A ousadia de Vettel no GP da Austrália (2022)

Vettel, já veterano, arriscou uma linha fora da curva 1, adentrando o asfalto duplo como se fosse pista de drift. O carro raspou o “grass” antes de retornar à tarmac, surpreendendo todos. O britânico Norris tentou imitá‑lo, mas perdeu o controle. Até os comentaristas ficaram sem palavras.

Manobra 3 – A “cobertura” de Leclerc em Monza (2023)

Leclerc, ao volante da Ferrari, fez o impossível: passou o piloto da Mercedes entre o muro de proteção e a grama, como se fosse um corredor de fuga. A aceleração de 0 a 100 km/h em menos de 2 segundos foi o ponto alto. O público vibrou, o tempo da telemetria ainda não mostrou nada parecido.

Manobra 4 – O “overcut” de Charles em Spa (2024)

Charles, em sua McLaren, ficou na frente, mas ao entrar no pit com uma volta de 1:41, sacrificou a posição para usar os pneus novos. Quando os líderes pararam, ele disparou, ultrapassando três carros em menos de duas curvas, tudo com um ritmo de 1,9 segundos por volta. Estratégia de mestre, execução de gato.

Por que essas manobras ainda são raras?

O regulamento está cada vez mais rígido, a telemetria tem sensores que limitam o “ponto de ruptura”. As equipes preferem segurança de pontos ao risco de um “boom”. O público reclama, mas as corridas ainda entregam menos adrenalina do que deveriam. O carro de hoje tem mais tecnologia que o satélite da NASA, mas ainda não consegue sentir o instante.

Como você pode aproveitar isso nas apostas

Olha, se o seu objetivo é faturar, foque nas corridas onde a margem de erro é mínima e a tensão aumenta. Procure por pilotos que ainda não dominaram completmento o DRS e a estratégia de pit. Fique de olho nas pistas que historicamente favorecem ousadia – como Mônaco, Spa, e o próprio Monza. Aposte em “overcut” ou “undercut” quando a diferença entre pneus frescos e usados for maior que 0,3 segundos.

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